Fizemos o Caminho do Itupava!

Oi amores, tudo bem? Hoje vim aqui contar pra vocês como foi nossa experiência no caminho do itupava. Caminho do Itupava: é uma trilha histórica aberta para ligar Curitiba a Morretes, no estado do Paraná, no Brasil, entre 1625 e 1654 por indígenas e mineradores , posteriormente calçada com pedras por escravos. 

O Caminho do Itupava atualmente ainda existe entre o Distrito de Borda do Campo, no Município de Quatro Barras, próximo ao Morro do Anhangava, onde há uma portaria de acesso, numa altitude de 990 metros, até encontrar a Estrada da Graciosa (PR-410), no distrito de Porto de Cima, no município de Morretes, numa altitude de 30 metros, percorrendo aproximadamente 25 km que são "facilmente" transitáveis a pé. (informações tiradas do wikipedia


Fizemos o caminho no ultimo sábado dia 06/01/2018, chegamos na entrada em quatro barras as 06:27 da manhã e terminamos a trilha em Morretes as 16:10. Realmente o caminho é tranquilo de fazer, algumas subidas leves algumas pesadas e muita decida, decida mesmo dessas que cansa a vida!


Como vocês podemos ver na foto procuramos ir com roupas confortáveis e tênis pois são quase 10 horas de caminhada então tem que ir de uma maneira confortável, cada um com sua mochila de preferencia não tão pesada também. Levem o básico (água, um lanche, barra de cereais e uma troca de roupa para quando chegar em Morretes levei também um chinelo, já ia esquecendo dinheiro pra pegar o ônibus e um documento).


Nossa primeira parada importante foi na roda da água ou cachoeira do Ipiranga algo assim, o lugar é lindo e da entrada da trilha até essa cachoeira deu 7 km tem gente que vai até ela e volta mas nós queríamos fazer o caminho completo!


Para chegarmos nessa cachoeira andamos um puco pelo trilho de trem, inclusive encontramos o trem no caminho rs. Fiquei com medo? Claro que fiquei mais fingi costume rs.


Quando chegamos nessa cachoeira minhas pernas estavam tremendo muito, não sei se era de cansaço embora fossem só 7 km ou se era de medo porque essa ponte é muito fina e só tinha um cabinho de aço para segurar, e claro que eu não queria cair dela né, embora ela seja bem firme eu tava sim com medo de travesa-la!


Essa é a casa do Ipiranga, o trilho de trem que pegamos para ir até a canhoeira e bem do ladinho dela, e tinha gente acampando ai dentro com barracas montadas, e bastante gente acampando lá na roda d'água onde fica a canhoeira que mostrei ali em cima.


 No caminho todo passamos por muitos rios, pontes trilhas, alguns rios nós até aproveitamos para encher a garrafa de água que apesar de termos levado uns 4 litros só eu e o Acácio fora o que os outros levaram acabamos ficando sem água.


Isso porque depois que saímos da cachoeira e voltamos pra trilha acabamos nos perdendo no meio do caminho e subimos um morro muito ingrime perdemos basicamente uma hora e meia de caminhada, gastamos toda nossa energia e claro nossa água também, esse print é de um aplicativo de caminhada que estava monitorando nosso passeio e por eles vocês podem ver o quanto saímos da trilha, subimos e descemos tudo até encontrar a trilha novamente.

O que eu posso dizer para tranquilizar vocês é que nós vacilamos, porque a trilha é feita com pedras, como vocês leram no inicio do post e o morro que subimos era muito ingrime e não tinha pedra, nem tinha aparência de trilha, nós realmente vacilamos, os morros da trilha são bem tranquilos de subir nada se compara ao morro errado que subimos.


Tirando a parte que nos perdemos o passei foi ótimo e nossa segunda parada importante foi no santuário de nossa senhora do Cadeado, esse da foto ai de cima! Também fica bem na frente do trilho de trem e daqui pro final da trilha é só descida.


Esse tune-o é bem pertinho do santuário e só fomos até ele porque nos falaram que tinha uma cachoeira do lado do trilho que dava para encher as garrafas de água a cachoeira era verdade, mas não conseguimos encher as garrafas a queda da água era muito forte então não deu muito certo.


Como eu disse ali em cima daqui pro final foi só descida e estamos todos sem água de novo rs, e a descida não é tranquilinha não é intensa mesmo. Força bem as pontas dos pés e se você tem problemas o joelho vai sentir muito nesse ultimo trecho eu senti. Pra mim a descida é pior que a subida mais isso é pessoal de cada um.


Essa foto é do santuário ainda, estávamos sim bem cansado e foi no santuário que nós fizemos o lanche ou bem dizer almoçamos, chegamos aqui se não me engano já era 12 horas e aqui demos uma boa descansada nas perninhas. Mas não se enganem nos parávamos na trilha também para recompor as energias mas eram paradas mais curtas.


Entre tanas descidas já quase no final da trilha nos passamos por algumas pontes dessa, com rios bem largos abaixo e quando vocês vem a ponte já podem pensar em ficar felizes porque ai já esta quase acabando, mas é quase mesmo!


Antes de você entrar na trilha você para no IAP para dar o seu nome e dizer qual caminho você vai fazer e quantas pessoas estão indo junto com você, e quando você chega em Morretes não é diferente tem que parar no IAP novamente para avisar que todo mundo chegou bem.


Isso é importante porque se acaso aconteça alguma coisa eles podem ir te resgatar entendem, mas a trilha é bem tranquila de fazer e levar seu corpo ao extremo e mesmo assim querer continuar, mesmo indo para academia o ano inteiro quando chegamos em casa já não conseguia levantar direito e minha panturrilha parou de doer só ontem.


Levei protetor solar mais como o caminho é todo feito por trilha não pega sol então não corre o risco de se queimar. O meu grande problema foi minhas alergias e levei muita picada mesmo por cima da roupa minhas pernas ainda estão cheias de mordidas mas hoje já não estão coçando tanto. Então leve repelente e passe repelente no corpo inteiro porque sim eles picam por cima da roupa.


Na trilha nós vimos macaco, cobra, lagarto e aranha mas só vimos mesmo, nem sei se eles viram a gente! (ou seja não tem perigo) Se você tem vontade de fazer recomendo que faça vale a pena e nós já queremos ir de novo só que agora sem se perder rs.

A já ia esquecendo do IAP até Morretes são mais 4 km e o ultimo ônibus que vai para Curitiba sai de lá as 16:20 por isso se você for voltar de ônibus é bom se programar para chegar em Morretes a tempo, tempo da na verdade quase não conseguimos porque se perdemos mas quando chegamos em Morretes a mãe da minha cunhada tinha ido buscar a gente ;).

Agora sim vou deixar mais algumas fotos da nossa aventura aqui embaixo, um beijo enorme, fiquem com Deus e até mais!


 Essa era a ponte que eu tava com medo de passar, e a segunda foto do Acácio é da vista debaixo da ponte, e mais pra baixo tinha um rio onde algumas pessoas do grupo entraram!


Essas duas fotos ai de escadas já era na ultimas descida, é uma escadinha bem inclinada até ruim de descer porque é bem pequena, um amigo nosso falou que antes de ter escadas o caminho era bem ruim ou seja ta bem acessível a trilha só basta ter força de vontade!


Como eu disse para vocês, não vemos sol da trilha pois ela é basicamente assim "fechada". E até passamos por alguns pedaços molhados e atravessamos alguns rios no caminho mas nada que tivesse que afundar o corpo o máximo que molhou foi os pés mesmo!


Quando tinha ponte no caminho o rio que estava embaixo era realmente largo, e sim fiquei com medo dessa ponte também rs. E quando pegava sol na trilha era pouco mesmo.

Enfim amores são 25 km de trilha, entre subidas e decidas, pontes rios e cachoeiras, e 9 horas de caminhada e tudo o que eu tenho a dizer para vocês é que val muito a pena, se você gosta de natureza e tem esse espirito aventureiro chama seus amigos e vai é uma história para guardar pra vida toda.

Tem gente que diz que é perigoso o caminho porque tem gente que vai lá para assaltar por isso é importante ir em grupo nós fomos em 9 pessoas sendo só três mulheres e ninguém mexeu com a gente, sem contar que em grupo grande todos se ajudam. Talvez seja sim perigos ir em grupo menores por isso chama os amigos e vai!


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