Motocicletas ou simplesmente Moto!

Olá tudo bem? Quero comentar uma das minhas paixões. Motocicletas ou simplesmente Moto! Tudo começou na infância quando tive a primeira bicicleta, uma Caloi pequena, aro 12, cor azul e branca, com garupa, tinha umas fitas no punho do guidom, uma buzina vermelha estilo fon-fon que lembrava aqueles carrinhos de pipoqueiros. Foi um dos melhores presentes que ganhei. 

E o mais incrível e surpreendente, é que na nossa rua de apenas dois quarteirões, e com muitas crianças, nossos pais combinaram de comprar bicicleta para todos naquele natal. Então no dia 25/12/1972 ou 1973, estava uma galerinha de 5, 6 e 7 anos andando enfileirados, do mais alto para o menor, sorrindo e buzinando. Todos com rodinhas para não cair. Tenho esta imagem em minha mente até hoje.


Alguns meses passaram e a nossa paixão só aumentava. Apostávamos corrida, em volta do quarteirão. Lembro de uma vez que eu caí em uma vala, que o morador estava fazendo para passagem de água ou esgoto, entrei com a roda dianteira e a bicicleta travou e eu e ela demos um salto mortal de 360° no ar. Parei para chorar? Não levantei, montei na bicicleta e continuei pedalando. Ganhei a corrida por que os meus adversários ficaram olhando pra mim espantados, e eu só queria ganhar, mais nada.


Acredito que em 1978 ganhei uma nova bicicleta, também Caloi, dobrável, cor vermelha. Passeava com ela pra todo lado. Com a mesma empolgação, só que não apostávamos corridas, era mais para passear pelo bairro.


Em 1981, comprei uma Caloi 10, com um dinheiro que trabalhei em uma loja no mês de dezembro. Inclusive trabalhei todos os meses de dezembro de 1980 a 1986, fazendo sabe o quê, dobrando camisas que os vendedores mostravam aos clientes. No primeiro ano que trabalhei, era tão pequeno, que sumia atrás do balcão e das camisas. Naquela época podíamos trabalhar, hoje é tudo diferente, pré-adolescentes não podem trabalhar.


Voltando a Caloi 10, já com outra visão de bicicleta, e outra forma de andar. Já não passeava, eu acelerava, tinha que diminuir o meu tempo, todas as vezes que saía. No bairro onde cresci, havia um córrego, que foi canalizado, e esta avenida levava até a Lagoa da Pampulha em Belo Horizonte/MG. Portanto, saía de casa e cronometrava a partir de um ponto desta avenida até a Lagoa da Pampulha, dando uma volta e voltando até este ponto de partida.


Foto da lagoa da Pampulha – direitos Carlos Avelin 

Sempre querendo baixar o tempo, eu competia comigo mesmo. Tinha um relógio Data Bank da Casio, que para mim era o melhor relógio, tinha calendário, calculadora, senha para afastar os curiosos, podia salvar 50 telefones, isso era o máximo pra época, era o top dos tops, eu tinha comprado com o meu trabalho de final de ano.


Ficava muito empolgado com estas voltas, me achando o máximo. Porém, num domingo, passeando pela lagoa, devagar, passou por mim em sentido contrário, um jovem de aparência de 16 anos, um adulto de 30 e um senhor de cabelos brancos, acredito que uns 60 anos. Estavam todos vestidos como ciclistas profissionais, com aquelas roupas próprias de competidor, com capacete e tudo, naquela época era muito raro ciclistas vestirem assim. 

Percebi que eles estavam correndo, enfileirados. Poucos minutos depois, eles estavam de novo em minha frente, numa velocidade incrível, muito rápidos... fiquei impressionados, lembro que fitei os olhos neles com aquela cara de espanto, pela tamanha velocidade, pois, para mim eu era rápido demais, ninguém ganhava de mim. E por incrível que pareça, tinha um jovem, um adulto e um senhor, correndo mais do que eu ou melhor muito mais do que eu corria. Fiquei frustrado naquele momento. Porém, aquilo foi uma vontade de fazer com que eu pedala-se mais rápido. 

A partir daquele dia, eu iria esquentando, em médio esforço até a lagoa e lá começaria a pedalar, sempre lembrando que eles estariam na minha frente para alcança-los, tentando bater sempre o meu próprio recorde. 

Fazia isso quase todos os dias, até que comecei a trabalhar em tempo integral. Depois servi ao Exército Brasileiro. Quando me tornei um reservista, fui trabalhar em um Banco. 

Aí a bike, foi ficando de lado, andava pouco nos finais de semana, apenas pedalando normal, como um passeio. Ia para o Banco e depois comecei a dar aulas de matemática, é sou professor, tinha que ir de carro, que era a álcool, um Chevette, ano 1984, beberrão.


Foi quando vi uma propagando sobre motos, na traseira de um ônibus, e que dizia para parar de andar de ônibus e passar a andar de moto. Pensei é mais econômico que este carro. Resolvi tirar carteira e comprei uma de 125 cc, ano 2003. De segunda a sexta andava 50 km por dia, com o carro gastava naquela época, R$65,00 de álcool por semana, e com a moto era apenas R$15,00. Em dois anos e meio, somente com a economia de combustível, paguei pela moto.


E a sensação? Era ótima, de liberdade, de vento no rosto, e a expressão que muitos não entendem. Somente quem é apaixonado por bikes ou motos, sabem do que estou falando.


Adoro sair para passeios aqui perto de BH mesmo, já fui no Milhão comer pamonha, no Leite ao pé da vaca para tomar um cafezinho curtir a paisagem e voltar. Fomos em algumas cidadezinhas aqui perto, como Aranha no Distrito de Brumadinho, em Piedade do Paraopeba, Ouro Preto tomar um sorvete delicioso que fica no distrito Cachoeira do Campo, Itabirito, Mateus Leme, Lagoa Santa, Santa Luzia, Nova Lima, Funilândia e outras sempre perto de Belo Horizonte. Estes passeios foi em uma moto maior, uma XRE 300 ano 2014.


Temos que lembrar a todos que estes passeios requerem alguns cuidados, como direção defensiva, moto revisada, viseira do capacete transparente e limpa, tanque cheio, pneus calibrados. Sem esquecer de mencionar dos cuidados pessoais, como jaqueta, luva, bota ou um sapato forte. Além de estar devidamente alimentado e hidratado, e dos cuidados com a pele e com os cabelos. 

Cabelos? Como assim? Sim, cabelos. O vento e o sol, apesar do capacete, danifica nossos fios capilares. 

Então para que isso não aconteça vou dar uma grande dica para vocês, visitem o blog que contém uma matéria completa de Como Cuidar dos Cabelos e Elevar a Autoestima, e vejam como é simples, prático e que pode ser adotado no seu dia a dia. 

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Então meus queridos, vivam, procure ter aquelas sensações gostosas que tínhamos quando criança. Procure lembrar daqueles momentos felizes, e procure senti-los novamente. Te Garanto que não irá se arrepender. Abraços 

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